Daniel Couri, autor de MADE IN SUÉCIA – O PARAÍSO POP DO ABBA, convidado para participar na Embaixada da Suécia de evento, na última semana de junho, em comemoração aos 50 anos da vitória do Brasil na Copa da Suécia de 1958.
O evento contará com a participação do Presidente da República.
Suécia e Brasil comemoram a Copa do Mundo de 1958
Este ano se celebra os 50 anos da Copa do Mundo na Suécia em 1958, quando o Brasil conquistou pela primeira vez o título de Campeão do Mundial de Futebol
Como o Brasil é um país amante do futebol, a Copa de 58 é um evento histórico lembrado por todos com muito orgulho. A comemoração dos 50 anos será celebrada em várias regiões do Brasil e já atrai grande interesse por parte da mídia – nove equipes de TVs brasileiras já foram à Suécia entrevistar os jogadores da equipe sueca de 1958.
Em Brasília será comemorado o cinqüentenário da Copa do Mundo de 58 em uma semana, no fim de junho. Entres outras atividades, os jogadores brasileiros e suecos serão homenageados na entrega de medalhas de honras pelo Presidente Lula. Os astros suecos do futebol Kurt Hamrin e Agne Simonsson viajarão ao Brasil para participar da celebração e receber a medalha do presidente.
A Embaixadora da Suécia, Annika Markovic, irá juntamente com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, realizar um jantar de gala na residência da Embaixadora no dia 27 de junho. O Presidente Lula e os jogadores da seleção brasileira e sueca de futebol de 1958 serão os convidados de honra no jantar, que contará com 250 convidados do Governo Federal, Governo do Distrito Federal, instituições culturais e empresas suecas e brasileiras. Além disso, três chefs suecos reconhecidos internacionalmente serão responsáveis pelo menu e a cantora sueca de jazz, Lisa Nilsson, pelo entretenimento.
O jantar de gala será realizado em parceria com a Câmara de Comércio, o Conselho de Exportação, o Instituto Sueco, o Governo do Distrito Federal e o World Childhood Foundation Brasil.
Na ocasião, a jornalista e etnomusicóloga sueca Åsa da Silva Veghed estará presente divulgando seu livro Brasiliansk Music (Música Brasileira) – por enquanto apenas em sueco – sobre a música do Brasil. O livro é um panorama da música brasileira do Norte ao Sul, baseado em 60 entrevistas com Gilberto Gil, Jorge Benjor, Adriana Calcanhoto, Naná Vasconcelos, Hermeto Pascoal, Lenine, Rita Lee, Tati Quebra-Barraco, Filhos de Gandhi, Dominguinhos, Renato Borghetti etc.
Já o jornalista brasileiro Daniel Couri vai divulgar seu livro Made in Suécia - O paraíso pop do ABBA, na mesma ocasião. O livro conta pela primeira vez no Brasil a trajetória e as curiosidades da maior banda sueca de todos os tempos. A idéia é fazer uma inusitada “troca de divulgações”: a jornalista sueca vai promover a música brasileira e o jornalista brasileiro vai promover a música sueca, ambos por meio de seus respectivos livros.
ABBA
Made
in Suécia: o paraíso pop do ABBA
Eles
tinham um sonho. Era novembro de 1970 e o maior grupo
pop da década estava prestes a dar o mais infeliz
dos pontapés iniciais. Agnetha, Björn,
Benny e Frida tinham, cada um, desfrutado de grande
sucesso nos anos 60 como astros na Suécia.
Colecionaram dezenas de hits em seu país, cantando
solo ou como membros de bandas.
Dois casais felizes, saudáveis, atraentes,
famosos e recém-casados que passavam a maior
parte do tempo juntos. Nada mais natural que a reunião
de seus talentos. Talvez dessa forma pudessem romper
as barreiras da restrita indústria da música
pop sueca.
Lá estavam eles, estreando um novo show no
Tradgar, um estiloso restaurante na cidade litorânea
de Gotemburgo. Os quatro se chamavam de Festfolket
– “Os Festeiros” – e o show
era um apanhado de esquetes teatrais, canções
cômicas e um pouco de seus próprios hits
solo. Era o começo de um novo capítulo
em suas vidas.
Foi um desastre. Na primeira noite, havia apenas meia
dúzia de pessoas no restaurante, embaraçadas.
No final daquela semana, o número dos integrantes
do então Festfolket foi maior que o da platéia
do bar, quando apenas três (!) pessoas assistiam
ao show. Björn Ulvaeus lembra: “Foi o pior
período da minha carreira. Das carreiras de
nós quatro. Terrível, terrível.”
Ainda assim, em poucos anos, o obscuro Festfolk se
tornaria uma das maiores bandas pop do mundo. Não
com esse nome, é claro, mas já batizado
de ABBA. Quando, em 1977, dois shows do grupo estavam
marcados no Royal Albert Hall, em Londres (com capacidade
para 5500 pessoas), a demanda por ingressos chegou
ao incrível número de três milhões
e quinhentos mil. O sonho tinha se tornado realidade.
Mas por que aqueles casais tão bem sucedidos,
perfeitos e harmônicos visual e musicalmente
resolveram sair de cena? Nunca houve um anúncio
oficial de dissolução do grupo. Nunca
se preocuparam em dar um motivo ou razão. Cada
um sabia de si.
Mas uma certeza, à princípio velada,
é hoje explicitamente unânime entre eles:
jamais se apresentarão juntos novamente. E
por que, ainda hoje – mais de 20 anos depois
de sua separação – os quatro ainda
recebem propostas bilionárias para fazer ao
menos mais um show?